canção de melodia improvável e impossível. respirar a três palmos do céu, perto das nuvens - correntes imaginárias de ar. não aguento mais. tem umas coisas que não aguento mais. noutro dia fui buscar um exemplo e falei dos mendigos. nem eles podem, nem eles conseguem. pois saber lidar é uma arte quando o contexto é produzir o resultado que se espera. porque se há final, não sei, não vejo, não quero. fora do alcance não, mas está longe. e já não sei até onde meus olhos conseguem enxergar.
porque o que quero enxergar é único.
é meu. eu ganhei. me deixem respirar como quero.
entre muitos plágios e cópias (não merecem valor algum), existe lá, invicta a originalidade. nem tudo foi feito. há muito. a se. há sim. e em mim, sangue. carne. eu. tudo que sou e sinto. prosear: uma beleza sem fim. e não acredito em qualquer boca. não caio em qualquer conversa. de bar. não caio. não quero qualquer céu.
rio de janeiro. talvez. estradas. talvez. tantas e tantas que já pegamos. e fomos. e somos. porque o amor cresce, não diminui. e tem de ser assim todos os dias. doses. tragos. de decência. de ser. de viver.
confiar. tiros no escuro. baby.
nem mil palavras ou frases. nem que eu quisesse montar um gráfico com números, resultados, estatísticas. aqui estamos todos os dias. e nos batem na cara. batem de frente. os julgamentos não param. nunca. festa. cerveja. padê.
paz. cabeça livre.
aviões gigantes decolando. segurança. crer no que não se vê.
profecias de gente que não ama. porque quem não ama, não é - nada sabe sobre a verdadeira liberdade. não abrevio nada, não suporto metades. quero tudo. em mãos.
tantas vezes me cansei dos meus próprios discursos. e chorei. me senti só. com raiva por saber que no mundo existe gente podre. que não vale um pão. um ovo. um pão com ovo. um real.
mas cansar me ensinou - já não procuro verdade em quem não pode se doar minimamente. porque às vezes é tão pouco. é tão pouco que eu quero. e se esse pouco não me é possível, me afasto.
eu quero paz na minha alma. nas nossas.
Débora Lopes
porque o que quero enxergar é único.
é meu. eu ganhei. me deixem respirar como quero.
entre muitos plágios e cópias (não merecem valor algum), existe lá, invicta a originalidade. nem tudo foi feito. há muito. a se. há sim. e em mim, sangue. carne. eu. tudo que sou e sinto. prosear: uma beleza sem fim. e não acredito em qualquer boca. não caio em qualquer conversa. de bar. não caio. não quero qualquer céu.
rio de janeiro. talvez. estradas. talvez. tantas e tantas que já pegamos. e fomos. e somos. porque o amor cresce, não diminui. e tem de ser assim todos os dias. doses. tragos. de decência. de ser. de viver.
confiar. tiros no escuro. baby.
nem mil palavras ou frases. nem que eu quisesse montar um gráfico com números, resultados, estatísticas. aqui estamos todos os dias. e nos batem na cara. batem de frente. os julgamentos não param. nunca. festa. cerveja. padê.
paz. cabeça livre.
aviões gigantes decolando. segurança. crer no que não se vê.
profecias de gente que não ama. porque quem não ama, não é - nada sabe sobre a verdadeira liberdade. não abrevio nada, não suporto metades. quero tudo. em mãos.
tantas vezes me cansei dos meus próprios discursos. e chorei. me senti só. com raiva por saber que no mundo existe gente podre. que não vale um pão. um ovo. um pão com ovo. um real.
mas cansar me ensinou - já não procuro verdade em quem não pode se doar minimamente. porque às vezes é tão pouco. é tão pouco que eu quero. e se esse pouco não me é possível, me afasto.
eu quero paz na minha alma. nas nossas.
Débora Lopes
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