Scream Yell – E como você encaixa a sua literatura na literatura brasileira?
Fernanda Young – Olha, eu estou encaixando. E, com certeza, eu posso falar que em cinco anos de carreira profissional, existe uma abertura de espaço que eu fiz, que eu consegui abrir. Eu vejo em revistas, em fanzines, meninas de 22 anos escrevendo, falando sobre si e desenvolvendo essa idéia da literatura autoral, do verbo, e da pessoa jovem poder se expressar, poder ser tatuada, e poder expor essa cultura que vivemos, mixada, além de dar uma chance para aquelas pessoas classe-média, de subúrbio, lá de onde eu sou. É legal isso. Há um espaço que pode ser ocupado por pessoas de bom senso, mas que ao mesmo tempo sejam pessoas que tenham esse cinismo do mundo moderno. Pó, nós sabemos de tudo. Cara, eu tenho 31 anos. Já vieram pessoas me entrevistar aqui que tinham 20, 21 anos. E isso é genial, é efervescente, é pop, é trash. E o que eu posso fazer com isso? Eu estou mostrando que existe um mercado, que é preciso batalhar, mandar pelo correio, eu mandei meus trabalhos pelo correio! Então eu acho que eu tenho uma função. E vivendo em um país latino americano de terceiro mundo, nós somos maravilhosos. Que sejamos, não para sempre, terceiro-mundistas, mas que sejamos sempre maravilhosos como somos. E é bom que comece a existir esse mercado profissional para essa cultura trash. E sabe o que eu gostaria que essas meninas, que esse pessoal todo que escreve em fanzines fizesse? Que eles estudem pra cacete para não serem bobos, para não serem enganados. É por isso que Madonna é maravilhosa. Por isso que eu sou devota de Madonna. Porque ela é uma mulher que estudou e estuda muito. Ë letrada, informada, culta e é uma mulher de uma família classe média americana que nunca foi frágil, que é indestrutível. Ela não vai ser pega, porque ela é verdadeira, ela é culta, é informada. Porque na hora que o bicho pega, a pessoa precisa saber como lidar. Não adianta toda essa tecnologia, essa informação, se a pessoa não sabe como lidar com ela. Você tem que ter disciplina, cultura, muita cultura sobre tudo, sobre os clássicos, erudição, porque senão você fica frágil, bobo e passageiro. E esse movimento jovem, essa nova literatura, é um movimento mundial. E academicistas não estão sabendo lidar com esse movimento, mas o público em geral sim. O establishment está inseguro, ele quer saber onde é que ele entra nessa história. Por isso que eu adorei ter filhas! Porque isso é reciclar. É como continuar esperta, como continuar engraçado, é como não ficar academicista. É como não deixar o seu tempo passar. Tem que ficar esperto. Tem que ser Madonna.
Scream Yell – O amor existe?
Fernanda Young – Existe, claro!!! All you need is love, eu tenho tatuado! O amor é fundamental. O amor é o principio, é o êxtase, é a eliminação do ego, é quando você enxerga o outro não como um jogador. É quando você começa a olhar junto pras mesmas coisas, com a mesma delicadeza, e as coisas ficam tão melhores com o amor. O amor é fundamental. O amor é a primeira coisa. É o começo do resto.
Fernanda Young – Olha, eu estou encaixando. E, com certeza, eu posso falar que em cinco anos de carreira profissional, existe uma abertura de espaço que eu fiz, que eu consegui abrir. Eu vejo em revistas, em fanzines, meninas de 22 anos escrevendo, falando sobre si e desenvolvendo essa idéia da literatura autoral, do verbo, e da pessoa jovem poder se expressar, poder ser tatuada, e poder expor essa cultura que vivemos, mixada, além de dar uma chance para aquelas pessoas classe-média, de subúrbio, lá de onde eu sou. É legal isso. Há um espaço que pode ser ocupado por pessoas de bom senso, mas que ao mesmo tempo sejam pessoas que tenham esse cinismo do mundo moderno. Pó, nós sabemos de tudo. Cara, eu tenho 31 anos. Já vieram pessoas me entrevistar aqui que tinham 20, 21 anos. E isso é genial, é efervescente, é pop, é trash. E o que eu posso fazer com isso? Eu estou mostrando que existe um mercado, que é preciso batalhar, mandar pelo correio, eu mandei meus trabalhos pelo correio! Então eu acho que eu tenho uma função. E vivendo em um país latino americano de terceiro mundo, nós somos maravilhosos. Que sejamos, não para sempre, terceiro-mundistas, mas que sejamos sempre maravilhosos como somos. E é bom que comece a existir esse mercado profissional para essa cultura trash. E sabe o que eu gostaria que essas meninas, que esse pessoal todo que escreve em fanzines fizesse? Que eles estudem pra cacete para não serem bobos, para não serem enganados. É por isso que Madonna é maravilhosa. Por isso que eu sou devota de Madonna. Porque ela é uma mulher que estudou e estuda muito. Ë letrada, informada, culta e é uma mulher de uma família classe média americana que nunca foi frágil, que é indestrutível. Ela não vai ser pega, porque ela é verdadeira, ela é culta, é informada. Porque na hora que o bicho pega, a pessoa precisa saber como lidar. Não adianta toda essa tecnologia, essa informação, se a pessoa não sabe como lidar com ela. Você tem que ter disciplina, cultura, muita cultura sobre tudo, sobre os clássicos, erudição, porque senão você fica frágil, bobo e passageiro. E esse movimento jovem, essa nova literatura, é um movimento mundial. E academicistas não estão sabendo lidar com esse movimento, mas o público em geral sim. O establishment está inseguro, ele quer saber onde é que ele entra nessa história. Por isso que eu adorei ter filhas! Porque isso é reciclar. É como continuar esperta, como continuar engraçado, é como não ficar academicista. É como não deixar o seu tempo passar. Tem que ficar esperto. Tem que ser Madonna.
Scream Yell – O amor existe?
Fernanda Young – Existe, claro!!! All you need is love, eu tenho tatuado! O amor é fundamental. O amor é o principio, é o êxtase, é a eliminação do ego, é quando você enxerga o outro não como um jogador. É quando você começa a olhar junto pras mesmas coisas, com a mesma delicadeza, e as coisas ficam tão melhores com o amor. O amor é fundamental. O amor é a primeira coisa. É o começo do resto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário