“o importante não é ser o vencedor, mas o sobrevivente”
“primeiro vem a comida, depois a moral”
“vem primeiro a barriga
em segundo vem amar
em terceiro vem a briga
e beber, em quarto lugar” (pg 70)
“O dinheiro faz a moral” (pg 71)
“Agora estou sentado aqui e não desfrutei de nada.
A felicidade que comprei não era felicidade,
e a liberdade que tive por dinheiro não era liberdade” (pg 72)
“A peça didática é feita sobretudo para ser representada.
Seu objetivo é provocar uma consciência coletiva em quem participa dela”
“A piedade e a bonomia são atos isolados que em nada melhoram o destino humano. Portanto quem, em meio à devastação, promete reformas pontuais impede que a revolução ganhe terreno” (pg 86)
(sobre a peça “A peça didática de Baden-Badem sobre o acordo”)
“As lutas intermináveis entre socialistas e comunistas conduzirão muitos pequenos burgueses e proletários ao fascismo” (pg. 89)
“O que nos horroriza é a fome, a decadência dos que passam fome e dos que são sua causa. Não temam assim a morte. Temam, sim, a vida insatisfatória” (pg. 100)
“Quem ainda está vivo não deve dizer nunca! O que é garantido não está seguro (...) Pois os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã, e nunca passa a ser: hoje” (pg. 100)
“Verifica-se então que suas pretensas proezas têm por base os inúmeros sofrimentos das populações submetidas... Fica-se sabendo aí que esses heróis sempre servem aos interesses precisos da classe dominante que chama de proeza os seus crimes. O que nossos livros de história registram de suas grandeza merece outra coisa que não nossa admiração” (pg. 127)
“Nosso respeito pelos maiores assassinos é que justifica novas guerras” (pg. 128)
“A desgraça em si é um mau mestre. Seus alunos aprendem a fome e a sede, mas não precisamente a fome de verdade e a sede de saber” (pg. 130)
“Na guerra, as virtudes são convertidas em crimes, a religião e a honra servem como ardis para camuflar os verdadeiros fins da guerra: a manutenção forçada da exploração dos povos pelos senhores e pela igreja...” (pg. 131)
“A virtude não vale nada, a maldade é que compensa. Assim vai o mundo e ele não vai bem” (pg. 131)
A Alma boa de Se-Tsuan – Até que ponto, vivendo em condições aviltantes, o homem pode continuar a ser bom? (pg. 132)
“As criaturas já têm muito o que fazer só para agüentar a vida: pela boas intenções chegam à beira do abismo, e a boas ações atira-nos nele” (pg. 134)
“Sustento que o fim único da ciência consiste em diminuir as misérias da existência humana. Se os cientistas, intimidados pelo egoísmo dos poderosos, contemplam-se com acumular saber, a ciência pode virar aleijão” (pg. 168)
“Só está vivo quem está cheio de contradições” (pg. 175)
“Se fôssemos infinitos tudo mudaria, como somos finitos muito permanece” (pg. 181)
Fonte: Bertolt Brecht para Iniciantes - Michael Thoss e Patrick Boussignac - Editora Brasiliense
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